sexta-feira, 9 de novembro de 2018

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Um guia das competências que todo líder deve ter, segundo o fundador da Companhia de Jesus.

Liderança tem a ver com direcionamento. Ter preocupação com as pessoas e não só com as tarefas, proporcionar uma visão de conjunto, acompanhar, inspirar…
É por isso que o conceito de “liderança inaciana” se popularizou nas diretorias das empresas. O termo se refere ao exercício de recuperação das instituições praticado por Santo Inácio de Loyola e à forma como ele acompanhava as pessoas até o sucesso de uma determinada missão.
As dimensões da liderança inaciana servem para orientar tecnicamente os ocupantes de cargos de direção em relação aos valores e princípios relacionados com a tradição dos jesuítas. Elas foram extraídas do célebre escrito “Exercícios Espirituais” e de um texto menos conhecido: “Constituições da Companhia de Jesus e Normas Complementares”. Confira:
1.   Competências pessoais
  • Autoconhecimento: viver com confiança, buscar, em seu interior, a motivação para a liderança;  
  • Autorregulação: gerenciar e encarar com serenidade as emoções;
  • Motivação: entender o cargo diretivo como um serviço, assumir os custos pessoais que isso implica e gostar de ser avaliado e de prestar contas de seu trabalho;
  • Espiritualidade: saber como Deus age em sua vida, ter realizado os Exercícios Espirituais de Santo Inácio e encontrar formas de colaboração para uma visão comum.
2.   Competências sociais
  • Relacionamentoestabelecer relações interpessoais afetivas com as pessoas, gostar de gente, ganhar o respeito e inspirar confiança;
  • Acompanhamento: cuidar das pessoas, promover o desenvolvimento integral dos colaboradores e seu comprometimento à missão da empresa;
  • Equipes: contribuir com a criação de um bom clima organizacional, fomentar a unidade, a coesão e a solidariedade internas, reconhecer as atitudes, os esforços e os resultados das pessoas;
  • Dimensão corporativa: delegar responsabilidades, motivar a comunidade e criar metodologias de trabalho participativas.
3.   Competências estratégicas
  • Conhecimento da missão: conhecer o legado de Inácio de Loyola e a tradição apostólica da Companhia de Jesus;
  • Ambiente: interpretar o contesto religioso, cultural, econômico, social e político em que está inserida a empresa;
  • Fé e diálogo: fomentar a criação de uma comunidade plural de pessoas, onde os crentes expressam sua fé e respeitam as ideias de quem não compartilha com ela;
  • Justiça e ecologia: analisar criticamente a realidade, em especial no âmbito em que se desenvolve a atividade da obra, impulsionar projetos de superação dos problemas sociais, como a inequidade, pobreza, exclusão e questões ambientais;
  • Estratégia: estabelecer diagnósticos, ser capaz de compreender e abordar os desafios para planejar e gerar uma estratégia comum com outras instituições jesuítas do seu setor e de outros setores apostólicos;
  • Gestão: procurar amar, servir, cuidar das pessoas e estar onde os outros não estão.
4.   Competências transversais
  • Decisões: tomar decisões por meio do discernimento espiritual inaciano e compreender as consequências dessas decisões;
  • Mudanças: liderar a elaboração e execução de projetos inovadores, incluir as pessoas na mudança, estimular a reflexão e a busca constante de melhorias;
  • Reflexão compartilhada: levar em conta a sabedoria e a experiência dos outros, promover encontros e reuniões com os colaboradores, aprender com a experiência e sistematizar sua reflexão.
O reitor da Universidade de Deusto [Espanha], José María Guibert, defende que “ as organizações podem ser o caminho do bem. Mas, se não se cuidarem, podem ser fonte de mal-estar, desumanização, secularização e injustiça ”.  Ele conta isso em seu livro: “ El liderazgo ignaciano. Una senda de transformación y sostenibilidade” (“ A liderança inaciana. Uma senda de transformação e sustentabilidade ”). Desde 2010, o padre Guibert dirige um projeto de formação em liderança inaciana.

Fonte: https://pt.aleteia.org - Miriam Diez Bosch


quinta-feira, 8 de novembro de 2018

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A espiritualidade dos funcionários pode ajudar na produtividade das empresas?

Empresas crescem à medida que seus colaboradores também crescem interiormente.
Empresas buscam produtividade, e a capacidade de produção está associada ao esforço oferecido por cada funcionário. Empresas crescem à medida que seus colaboradores também crescem interiormente. Quanto menor for a capacidade de crescimento interior de cada um, menor será sua produtividade.
Como a espiritualidade cristã pode ajudar as companhias a serem locais de alta produtividade gerada a partir da humanização? Jesus Cristo conhecia Seus discípulos, Ele sabia o nome de cada um, conhecia a história de vida deles. Cristo trilhou um caminho fazendo deles não funcionários do Reino de Deus, mas amigos que poderiam difundir, para outros cantos da Terra, a mensagem de amor que Ele anunciava.

Conhecer os dons de cada um.

Claro que, em uma empresa de grande porte, essa realidade de conhecer cada colaborador é praticamente impossível de ser aplicada no dia a dia. Mas grandes empresas possuem equipes responsáveis por seus diversos setores. Por isso, o primeiro passo é que o empresário conheça aqueles que estão em contato direto com ele. Essa rede de conhecimento deve ser criada na base e estender-se de modo mais amplo aos diversos setores da empresa, a fim de saber quem está ao seu lado, suas dificuldades, limites e potencialidades. Conhecer os dons de cada um que com ele convive diretamente é o primeiro passo para uma equipe de base, na qual o crescimento é prioridade a ser buscada e não meta a ser imposta.
Conhecer aqueles que colaboram para o bom andamento da empresa é fundamental para que a ideia principal desse conhecimento interpessoal chegue a todos. Essa rede de amor não é impossível de ser realizada; no entanto, ela só funcionará se for vivenciada por todos aqueles que acreditam na verdade de seus princípios.
Uma rede de amor, na qual o conhecer e a acolhida são eficazes, é fruto de um processo nascido na verdade dos sentimentos de quem busca um jeito novo de vivenciar as relações no ambiente de trabalho. Ao buscar apenas o resultado financeiro, essa rede terminará, mais cedo ou mais, no fracasso.
O projeto inicial deve nascer da convicção de que as relações entre empresário e colaboradores seja fruto de um processo que busque, em primeiro lugar, superar as divisões existentes na empresa onde os funcionários não mais sejam vistos apenas como meros executores de funções, e passem a ser vistos e conhecidos como pessoas. Para o crescimento de uma empresa, o empresário terá de ter consciência de que ele, primeiro, deverá buscar o crescimento interior. Não há como exigir mudanças se antes elas não acontecerem, verdadeiramente, em sua própria vida.

Fonte: https://pt.aleteia.org - Flávio Sobreiro, via Canção Nova

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

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Ler e refletir!!!

A parábola da flecha envenenada.

Houve uma vez um homem que foi ferido por uma flecha envenenada. 

Família e amigos quiseram chamar um médico, mas o paciente recusou, dizendo que antes queria saber o nome do homem que o havia ferido, a casta que pertencia e o seu lugar de origem. 

E também queria saber se aquele homem era alto, forte, tinha uma pele clara ou escura, também queria saber com que tipo de arco ele havia atirado, e se o arco era feito de bambu, cânhamo ou seda.  

Ele disse que queria saber se a pluma da flecha veio de um falcão, um abutre ou um pavão…  

E, imaginando se o arco que havia sido usado para atirar nele era um arco comum, um arco curvo ou um oleandro e todo tipo de informação semelhante… o homem morreu sem saber as respostas.

(Autor desconhecido)


quarta-feira, 31 de outubro de 2018

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Como se motivar para atingir seus objetivos, de acordo com uma teoria surpreendente de psicólogos.

Você tem dificuldade para se motivar (e cumprir o que quer e precisa)? Uma teoria recente de dois psicólogos aponta que a solução é muito simples - uma prática que muitos fazem, mas com outros objetivos.
Não sabe como se motivar? Uma teoria recente de dois psicólogos aponta que a solução é muito simples – uma prática que muitos fazem, mas com outros objetivos. Em matéria, o site Quartz explicou a teoria de Lauren Eskreis-Winkler, psicóloga da Wharton School que estuda motivação, e Ayelet Fishbach, professor de Ciência Comportamental na Escola de Negócios Booth, da Universidade de Chicago.
Segundo os estudiosos, há anos os psicólogos conectaram os problemas mais comuns relacionados ao autocontrole com a falta de motivação de transformar o conhecimento em ação. “ Percebendo isso, decidimos transformar a solução padrão: e se, em vez de buscarmos conselhos, pedíssemos às pessoas com dificuldades que dessem para os outros? ”, escrevem Eskreis-Winkler e Fishbach em artigo sobre a pesquisa no MIT Sloan Management Review.
Para responder a pergunta, eles conduziram uma série de experimentos com pessoas que lutavam para ter autocontrole em algum âmbito. Os objetos de estudo eram orientados a dar conselhos para os outros sobre os próprios problemas que enfrentavam – como desemprego, falta de dinheiro, raiva e baixo desempenho escolar.

O segredo de como se motivar.

O senso comum diz que se você não consegue atingir seu objetivo, deve pedir conselho para alguém que já foi bem-sucedido no que você busca. Por exemplo, alguém que já conseguiu o emprego que você quer, ou que perdeu peso, foi promovido. De acordo com Eskreis-Winkler e Fishbach, no entanto, essa premissa não ajuda, na realidade. Para eles, a chave de como se motivar é o contrário: aconselhar.
A partir dos estudos, os resultados fortaleceram essa teoria. Em uma das pesquisas, 68% dos desempregados disseram que se sentiam mais motivados a procurar emprego depois de dar conselhos do que depois de recebê-los. Similarmente, outro estudo mostrou que 72% de pessoas que lutam para poupar dinheiro disseram que dar conselhos os motivou a guardar mais do que receber dicas de especialistas.
Além disso, dar conselhos foi mais efetivo do que recomendações profissionais para 77% de adultos que tentavam técnicas de controle de raiva. Por fim, 72% de pessoas que lutam para perder peso disseram que dar conselhos sobre perda de peso fez com que eles se sentissem mais confiantes do que conversando com uma nutricionista experiente.
Ainda mais surpreendentemente, os participantes dos experimentos desconheciam completamente a teoria sobre a eficácia dos conselhos. “ Eles sempre esperavam que eles e os outros se sentissem menos motivados por dar conselhos do que por recebê-los ”, conta Fishbach ao site Quartz.

Por que isso funciona?

Essa falsa sensação da ineficiência de aconselhar parte da presunção de que o baixo desempenho é o resultado de falta de conhecimento. Porém, a verdade é que a as pessoas desmotivadas frequentemente sabem o que precisam fazer para obter sucesso em seus objetivos – a diferença é que não agem de acordo.
“Dar conselhos, em vez de recebê-los, parece ajudar pessoas desmotivadas a se sentirem poderosas, porque envolve refletir sobre o conhecimento que elas já possuem”, destaca o Quartz. Então, se você não sabe as estratégias ou recursos necessários para progredir, pedir um conselho pode ser a melhor aposta. No entanto, se você sabe o que fazer, mas está com dificuldades para agir, dar conselhos pode ser o que você precisa.

Fonte: www.napratica.org.br/ - Suria Barbosa

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

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O que é empatia?

Roman Krznaric, filósofo especialista, explica como aplicá-la na carreira.

O Na Prática conversou com Roman Krznaric, filósofo considerado uma autoridade sobre empatia, uma habilidade indispensável para uma vida e carreira de sucesso. Aprenda seus benefícios e como desenvolvê-la.

O que é empatia? Segundo o filósofo australiano Roman Krznaric, empatia é sobre “ achar a humanidade compartilhada ”. Considerado uma autoridade no assunto, o especialista é autor do livro “ O poder da empatia: A arte de se colocar no lugar do outro para transformar o mundo ”. Além disso, é membro docente e fundador da The School of Life, de Londres, e professor de Sociologia e Política na Universidade Cambridge e na City University.
Em entrevista para o Na Prática, Krznaric discorreu não só sobre o que é empatia, mas sobre seus benefícios para o ambiente de trabalho e para a carreira.

O que é empatia: “ calçar o sapato do outro ”?

Em muitas ocasiões, a prática da empatia é resumida por “ calçar o sapato do outro ”. Embora não esteja errado – até o filósofo utiliza essa descrição – abre margem para uma possível interpretação (e experiência) erradas. “ Não é apenas sobre calçar os sapatos do outro com os seus próprios preconceitos e estereótipos ”, destaca ele. 
É necessário ter uma mentalidade aberta para conhecer. Entre outras coisas, isso significa fazer conexões inesperadas, sair da forma usual de pensar e falar, se preciso, superar barreiras (preconceitos, esterótipos, etc.).
“ Quase não existe jeito melhor de desafiar seus preconceitos e estereótipos sobre alguém do que falar com essa pessoa e ouvir o que eles têm a falar ”, afirma Krznaric, “ e você pode muito bem descobrir que estava errado e isso te ajuda a não transferir muito de si mesmo ”.

Por que ela é aliada no ambiente de trabalho? 

Segundo o especialista, a empatia é o que cria bons relacionamentos, tão indispensáveis para ser bem-sucedido em qualquer ambiente de trabalho. Mas como fazer isso, de fato? “ A chave é desenvolver a habilidade de ‘ouvir empaticamente ”, explica Kznaric. 
Isso significa, primeiro, saber ouvir outras pessoas sem interrompê-las e dar oportunidade para que elas se abram. E também se atentar a dois tipos de informações, que o interlocutor pode passar até inconscientemente:
  • sentimentos
  • necessidades
“ A ‘habilidade de ouvir empaticamente’ realmente unifica as organizações e faz os relacionamentos funcionarem. E isso é, de fato, crucial para uma carreira de sucesso.”

Relação inusitada

Além de beneficiar a criação de relacionamentos significativos, e primordiais para a trajetória profissional, Krznaric explica uma relação existente entre a empatia e produtividade. Na realidade, são duas as relações, mas uma reforça a empatia e sua importância, inclusive no trabalho.
“ Uma das coisas que diminui a empatia é um desejo de eficiência e velocidade”, diz o especialista sobre a primeira das associações, que é inversamente proporcional. Por exemplo, se você está correndo para não se atrasar para uma reunião e passa por alguém que precisa de cuidado ou de ajuda, há menos chances de parar, segundo estudos. 
De outro lado, há mais chances de se criar um ambiente de trabalho produtivo se existem relacionamentos altamente empáticos, porque as pessoas compartilham informações e aprendizado. “ Pensamos em eficiência como sendo racional e empatia como sendo emocional. No entanto, essas coisas sempre trabalham juntas.”

Como desenvolver a habilidade de empatia?

Reunimos algumas dicas de Krznaric sobre as melhores formas de desenvolver a empatia.

#1 Fomente sua curiosidade sobre os outros

“ Desenvolva sua curiosidade sobre os desconhecidos conversando com um estranho uma vez por semana. Fale com alguém que é diferente de você – a mulher que lhe vende jornal ou pão a cada manhã. Tente ultrapassar a conversa superficial, porque é sobre achar a humanidade compartilhada, desafiar suposições.

#2 “ Ouça ” os sentimentos

“ Pense ‘como posso praticar empatia nas minhas relações cotidianas?’ Em particular, ouvindo empaticamente. Como eu posso realmente ouvir meu filho, filha, marido, esposa, colega de trabalho, e realmente praticar a habilidade de ouvir os sentimentos e necessidades das pessoas.”

#3 Lute por alguma causa que te move

“ A terceira coisa é [pensar] ‘como posso me empenhar em ser empático em uma comunidade maior?’, ‘como posso fazer parte de um movimento?’. É sobre entender a perspectiva dos outros e lutar pelos direitos de quem a humanidade foi marginalizada. O que você pode fazer? Quais são as causas com que você se importa? E acho que os seres humanos prosperam quando são parte de algo maior do que eles mesmos.”

Fonte:
www.napratica.org.br – Suria Barbosa



sexta-feira, 21 de setembro de 2018

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A vida pode ser melhor!
Suicídio aumenta no Brasil: são 31 casos por dia!
Taxa de mortalidade subiu 16,8% de 2007 a 2016 e é maior entre homens; desemprego é apontado como um dos fatores.
O Brasil registrou um aumento de 16,8% na taxa de mortalidade por suicídio entre 2007 e 2016. Dados divulgados pelo Ministério da Saúde mostram que, no ano mais recente da série, ocorreram 5,8 óbitos a cada 100 mil habitantes. Em 2007, a proporção era de 4,9.

Fonte: Jornal O estado de São Paulo, de 21.9.2018.


Com base nesta triste tragédia, podem ser muitos os fatores para desencadear o suicídio que, inclusive em nível mundial, vem crescendo.

A meu ver, dois pontos contam: o AMOR, algo básico e essencial que os seres humanos carecem de modo assustador. A Vida é Amor. E Amor é Vida.

Segundo: o drama antigo e profundo do ser humano que é a busca do sentido da vida, que hoje parece perdido. Por conseguinte, surge um vazio e uma tristeza que afetam a existência até a raiz. E a vida se esvai. A vida perde todo o interesse.

Amar, amar-se e sentir-se amado, e encontrar um sentido na vida, encontrar algo ou alguém para amar e realizar-se, com escolhas conscientes, é a receita para ir além de nós mesmos e dos desafios, problemas e sofrimentos que se nos apresentam.

Como diz V. Frankl: “ O ser humano só se encontra naquilo que está no exterior de si. Ele não existe para servir-se, para fazer refletir sua imagem, mas para doar-se, para abandonar-se, para oferecer-se no conhecimento e no amor ”.

www.motivodavida.com

quinta-feira, 16 de agosto de 2018


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Nestes tempos líquido-modernos em que se criam modelos de negócios a todo momento, tanto no âmbito pessoal como empresarial, em que um modelo fica obsoleto sem criar raízes sólidas e permanentes para a vida, segue um parecer que nos faz pensar e refletir sobre muitos cursos e receitas para conquistarmos sucesso.

Cursos caros que se tornam nulos em resultados em, no máximo,  duas semanas. Sem nos tocar e transformar as raízes profundas de nosso interior,  sem tornarem-se permanentes tornam-se líquidos.     

No livro “ Vida líquida ” de Zygmunt Bauman encontramos um parecer de Jacek Wojciechowski que diz: “ Hoje em dia, o conhecimento precisa ser constantemente renovado, as próprias profissões precisam mudar; do contrário, todo o esforço para ganhar a vida vai dar em nada ”.

E adverte: “ Onde houver um problema que as pessoas lutem para resolver, o mercado virá prontamente em seu auxílio. Por um preço, é claro. Nesse caso, o problema é a ignorância das pessoas – um golpe de sorte para os vendedores, azar dos compradores ”...

Prevalecer-se da ignorância e credulidade humanas promete retornos rápidos e seguros, e sempre haverá por aí pessoas em busca de fortuna e incapazes de resistir a tais promessas. Mas mesmo deixando de lado o perigo genuíno, generalizado e crescente de negócios desonestos, a velocidade com que se desvalorizam as habilidades adquiridas e flutuam as demandas do mercado de trabalho faz com que os negociantes impecavelmente honestos contribuam (agora mais por falha do que por propósito) para as desagradáveis repercussões sociais da nova e poderosa dependência do conhecimento ”.

Faz sentido em nossos dias.